| O documento mais traduzido do mundo |
|
Durante a Década Mundial para a Educação dos Direitos Humanos (1995-2004) e por ocasião do 50º Aniversário da DUDH em 2007, um projeto para ter a Declaração traduzida em tantas línguas e dialetos quantos forem possíveis foi desenvolvido pelo Escritório do Alto Comissariado dos Direitos Humanos (OHCHR), o Departamento de Informação Pública (DPI) das Nações Unidas, a União Internacional de Telecomunicações (ITU), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), e vários governos, academia e organizações de base da sociedade civil regional e internacional.
O OHCHR recebeu mais de 360 traduções, incluído uma feita por Ali K. Phiri de Malauí, um professor com larga experiência em educação dos direitos humanos em prisões, escolas e comunidades remotas, que traduziu a DUDH e a Constituição do Malauí em yao, a terceira língua mais falada no país. Phiri distribuiu 1500 folhetos contendo a DRDH e 500 cópias da Constituição em várias aldeias. Discussões foram organizadas pelos moradores que também aprenderam sobre maneiras de assegurar os seus próprios direitos. Arcade Bacanamwo, um professor universitário em Bujumbura (Burundi), traduziu a DUDH para quirundi e distribuiu o documento a mulheres que vivem em campos para deslocados. Fitas cassetes da Declaração também foram distribuídas. Houve tanto interesse que uma série de discussões foi organizada com 200 mulheres participantes. Algumas das mulheres treinadas descobriram a sua vocação e decidiram se tornar especialistas no assunto e vão relatar periodicamente aos diretores dos campos de deslocados e refugiados no país sobre abusos dos direitos humanos ou necessidades de proteção. O OHCHR possui o Recorde Mundial do Guinness para o documento mais traduzido no mundo. Todas as traduções da Declaração Universal dos Direitos Humanos estão no site: http://www.unhchr.ch/udhr/navigate/alpha.htm . |



